segunda-feira, 29 de junho de 2009
Bangkok recebe herói português (1924)
sábado, 27 de junho de 2009
Bairro católico de Bangkok / โบส์ซางตาครู๊ตที่ธนบุรี

Jirawach Wongngernyuang não chegou a conhecer o seu bisavô, mas foi por causa dele que aprendeu português. O jovem é o único luso-tailandês que fala o idioma dos seus antepassados num bairro católico da cidade budista de Banguecoque. O bairro chama-se Santa Conceição e fica numa das margens do rio Chao Phraya, na zona de Dusit. O seu nome deve-se à Igreja da Imaculada Conceição, construída em 1837por missionários franceses no local outrora ocupado por uma igreja portuguesa. Atrás da Igreja da Imaculada Conceição há uma outra igreja, mais pequena, construída em 1674 pelo padre Luís Laneau para a comunidade portuguesa.Hoje, vivem em Santa Conceição 1.500 tailandeses, 90 por cento dos quais católicos devido à influência, no passado, dos missionários cristãos europeus. Vinte e uma famílias têm ascendência lusa. Jirawach Wongngernyuang, 21 anos, é um dos membros dessas famílias. O seu bisavô paterno, Pinto Dias, de quem tem poucas referências, era português. Foi embaixador na Itália ao serviço da Tailândia durante dez anos e morreu antes do jovem nascer, encontrando-se sepultado no cemitério católico, por trás da Igreja da Imaculada Conceição.É também neste cemitério que está o jazigo da família Costa, o único que conserva inscrições em Português e que remonta à primeira metade do século XIX. Jirawach Wongngernyuang conheceu Portugal há quatro anos quando, ao abrigo de um intercâmbio escolar, foi estudar para Algueirão, no concelho de Sintra, onde completou o liceu ao fim de uma estada de dez meses.O seu interesse pela língua de Camões deve-se ao bisavô Dias porque o avô e o pai, ambos tailandeses, não sabem português. "Como tinha família [de ascendência] portuguesa, quis aprender a língua", justifica à Agência Lusa, num português perceptível mas que necessita de ser aperfeiçoado. O jovem é o único membro da sua família e da comunidade luso-tailandesa de Santa Conceição que fala e escreve português. No ano passado, voltou a Portugal para rever a família Bica, que o acolheu durante o tempo em que estudou em Algueirão, e os "muitos amigos" da escola, com quem comunica, em português, através da Internet. "Assim vou praticando...[a língua]", refere. Deseja ir novamente a Portugal, mas desta vez com os pais e a irmã, que não conhecem o país e com quem vive numa apertada e rudimentar casa em Santa Conceição.Jirawach não sabe quando é que o desejo será cumprido, "a viagem é cara". Estuda em Banguecoque, a cidade-capital colorida da Tailândia feita de contrastes, a metrópole dos táxis amarelos, rosa, azuis, laranjas e verdes, do emaranhado de bancas de rua de fruta, flores, bugigangas e artigos falsificados, dos arranha-céus colados aos templos budistas.Jirawach toca numa banda de "hard rock" e quer ser piloto da aviação civil.Em Portugal, viveu como qualquer estudante português, com a diferença de que, nos primeiros três meses, apenas sabia sorrir, como bom tailandês que se preze, e dizer "olá".Agora que se ajeita no português, deposita a esperança de, tirado o "brevet", trabalhar numa companhia aérea e voar regularmente para a terra do bisavô, que quer conhecer melhor.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Tailândia incia delebrações da chegada dos portugueses
quarta-feira, 10 de junho de 2009
10 de Junho em Bangkok / วันชาติโปรตุเกสที่กรุงเทพมหานคร
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sexta-feira, 27 de março de 2009
Vasconcelos de Saldanha triunfa em Banguecoque / การประชุมที่สยามสมาคมในพระบรมราชูปถัมภ์เกี่ยวกับคนโปรตุเกสในสมัยอยุธยา
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domingo, 22 de março de 2009
Obrigação a que não nos podemos furtar
"No segundo mês (Fevereiro de 1859) o Rei de Portugal enviou Isidoro Francisco Guimarães, governador de Macau, para vir ao Sião como seu embaixador, com José Maria da Fonseca como vice-embaixador e Sìsùkoomeewáruuprassù [Francisco de Mello Baracho] como terceiro enviado, todos acompanhados de outros nobres portugueses.
Chegaram a bordo de um vaso chamado Mongdikoo [Mondêgo]. O comandante do navio era Triikonggarii [José Severo Tavares ?].
(...) O Rei ordenou que os enviados portugueses fossem recebidos e trazidos para Banguecoque. (...) Foram hospedados no edifício de tijolo destinados a visitantes estrangeiros, o qual se situa no canal phadung krungsaseem.
(...) O Rei recebeu-os no dusidmahaapraasaad (sala do trono do palácio real) e estes ofereceram-lhe um samovar de prata, uma grande carpete, duas cenas de batalhas emolduradas, um livro sobre a Rússia, uma caixa contendo perfumes, um telescópio e duas caixas de frutas cristalizadas. Outras ofertas destinadas ao Rei Phrapinklao [Phrabat Somdet Phra Pinklao Chao Yuhua, segundo rei de Rama IV] incluíam um samovar de prata, um par de molduras, uma caixa de perfumes, binóculos, um óculo e duas caixas de licores doçes (1)
(...) O Rei indicou o comité para o representar (...). O tratado consistia em vinte e sete artigos. No dia da assinatura do Tratado e aposição dos sêlos, vinte e uma salvas foram disparadas no forte Widchajeentharáprasàd e o vaso de guerra português [que estava fundeando em frente do palácio] correspondeu à saudação com vinte e uma salvas."
in: CHAOPHRAYA THIPHAKORAWONG. The dynastic chronicles. Bangkok era, the Fourth Reign, BE 2394-2411 (AD 1851-1868). Tokyo: The Centre for East Asian Cultural Studies, 1966, pp. 197-199
quinta-feira, 19 de março de 2009
Katya e o Príncipe do Sião: a tentação do Ocidente

domingo, 15 de março de 2009
Gastronomia tailandesa em fusão


quinta-feira, 12 de março de 2009
Fé menina

sábado, 7 de março de 2009
Vamos à luta / มวยไทย

Hoje fui ao muay thay. Acompanhado por um corpo de músicos, o espectáclo é precedido pela a distribuição de volantes com o nome dos lutadores do dia. O homem que promove os lutadores veste-se com um espaventoso trajo carnavalesco onde se destacam - nas costas, no rosto, na fronte - as cores do país. Vai gabando os méritos e qualidades dos guerreiros, pedindo aplausos e entusiasmando o público.

Permitem-me o acesso à tenda em que os lutadores aguardam o momento para se lançarem na arena. Olhar duro, uma força física tremenda, calejada de pontapés e murros desde a mais tenra idade, fazem destes homens - e mulheres, pois o desporto também é praticado por mulheres - máquinas de destruição. Assisti há meses a um combate entre lutadores europeus e uns franzinos miúdos thais. É claro que a corpulência dos europeus acabou por morder o pó da derrota inapelável ante tais profissionais.

O combate é precedido por uma bela dança propiciatória em que os lutadores exibem a compleição e ganham os favores do público e dos deuses. São artistas, pois Ay quer dizer arte. Na escola que frequentaram durante duras anos, foram-lhes dadas tantas horas de meditação e dança como de luta. A dança cerimonial (ram mooeh) prolonga-se por cinco minutos ao som de tambores e flautas. Os lutadores agarram o cabelo com uma corda nodosa a que chamam mongkon, o que quer dizer dragão, mas esse dragão não é mais que uma naja, serpente venerada desdo os tempos de Anghkhor. Cria-se a magia e o gong assinala o início do despique. Cinco rounds de três minutos cada ditam o resultado da luta. Hoje ganhou o boxeur que fotografara minutos antes na antecâmara do ringue. Dei-lhe chók dii, o que quer dizer boa-sorte. À saída, suado e esmurrado, sorriu-me e fez o cumprimento thai.

segunda-feira, 2 de março de 2009
Portugal na Feira da Cruz Vermelha de Bangkok


domingo, 1 de março de 2009
Viver do outro lado do mundo


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